quinta-feira, 17 de março de 2016

A FORÇA OCULTA DA POPULAÇÃO DESARMADA, TRABALHADORA E ORDEIRA

A FORÇA OCULTA DA POPULAÇÃO DESARMADA
TRABALHADORA E ORDEIRA

Profundo amor pela vida, os semelhantes e o servir honestamente, seria a resposta, mas seria resolver o texto tal como Ariano Suassuna no início, matando os personagens,  e, não é esta a solução porque esta é a força que latente que pulsa visivelmente pelas manifestações que passaram a ocorrer, não sendo portanto oculta.]
Mas se perguntaria agora que força é esta e qual seu potencial, de modo que a resposta deve ser devidamente esclarecida para seu uso ser racional, equilibrado, focado e eficaz.
Os poderes ocultos dos arquétipos sociais decorrem de sentimentos comuns partilhados invisivelmente, não são os decorrentes de atendimento a chamados de lideranças para protestar contra atitudes comezinhas e menores de políticos que perderam o rumo, estando sem bússola, porque esta força também é visível, não sendo esta a força objeto destas linhas.
Vou objetivamente mostrar que invisivelmente, desde que começaram as manifestações, um sentimento comum é que passou a permear os sentimentos de cada um de forma invisível, se tornando o sentimento comum da população.
Este sentimento tem como características dar ao povo a sensação de pertença, de domínio, sobre determinado fato, ou seja, tem acesso a acervo informativo, dele conclui não concordar e toma a atitude de protestar, de maneira ordeira e desarmada, através da força visível antes mencionada dos sentimentos de amor próprio, as demais pessoas a comunidade e respeito à coisa pública.
Mas tal sentimento visível por si só não chega a lugar algum, posto que é  fruto de uma necessidade imediata e tal como as paixões que são fugazes armazenam pontos de pico, chegando ao ponto de equilíbrio depois permanecem no limite retornando ao ponto de partida, são arquétipos comuns e estudados por regimes ditatoriais para dar ênfase aos seus seguidores de que o regime permanecerá como está.
A resposta está na física quântica, na força oculta, sua potência e o modo como deve ser observada para, em utilizando como foco e determinação atingir seus objetivos.
No passo em que as coisas se encontram no Brasil, está muito próximo do pico e estagnação o exercício dos sentimentos latentes passionais, que por isto são fugazes, se esgotam, precisando os sentimentos referidos terem conhecimento do real poder e força do sentimento de pertença.
No direito positivo, legislado, pertença significa além da posse que é o direito decorrente do poder de fato sobre a coisa, ou seja o poder imediato, que não confere autoridade imediata mas não permanente, que é a diferença sob a titularidade da propriedade, que é permanente, sou dono e posso, além de usar, gozar, dispor e sobretudo reaver de quem quer que injustamente o possua.
Esta parte do texto legislado decorre de sentimento social que foi percebido e transformado em lei. Note-se que a propriedade é uma ficção, não existe tal como uma pedra. Existe porque o homem assim definiu e tudo que existe na verdade é a representação da propriedade, não esta, visível no título e registro imobiliário, invisível no uso do título e no reaver.
O reaver, decorre da forma lúcida e aceita em lei, de quem quer que o injustamente o possua. A coisa pública, portanto, sendo de propriedade de todos, a todos atinge, e, desta forma, o reaver de quem quer injustamente o possua não é sentimento fugaz, é permanente, somente exercido em plenitude quando efetivamente retomado.
È sentimento invisível que somente se exerce em sua plenitude quando todos os componentes estão presentes de forma permanente e duradoura.
Os regimes ditatoriais desconhecem o sentimento de pertença individual, tornando tudo que cada um tem como parte integrante de um grupo, não é da ficção do Estado, que  por ser ficção não tem capacidade de possuir,  somente de dar lugar aos seus agentes visíveis de exercer o poder visível e dele dar o destino que cada um e todos invisivelmente permitir.
O permissivo invisível de pertença da além da propriedade a perda da propriedade e a identidade do domínio pretendido, porque perde-se a coisa igualmente pelo abandono, porque não faz uso, que é requisito da propriedade.
Como o Estado ditatorial retira do uso atributos personalíssimos como a liberdade de colocar e retirar líderes que não estão agindo de acordo com a vontade e ditames da população, somente o sentimento invisível de pertença, exercido em plenitude, enquanto democrático o regime, é que trará, através da população ordeira, desarmada e trabalhadora, o sentido de não se esgotar até retomar a parte da propriedade retirada de cada um para mal uso por dirigentes que agem em contrário a vontade de todos.
E não se trata de fazer a vontade de a ou de b, ou a em detrimento de b, porque no caso, mesmo os partidários de b, em favor do governo, em regime ditatoriais se cncontram reféns de falsas idéias de liberdades decorrentes da ruptura do direito através da corrupção material e imaterial injustificada.
Portanto, toda a vez que a população se sentir sem forças é porque o sentimento fugaz e perene tomou conta, lembrando que a pertença atinge não somente a si, mas a sua herança sobretudo genética, conferindo a geração que desta herda não só o patrimônio, mas sobretudo o exemplo de conduta, quando esta for chamada a agir, agirá com correção, e dar aos filho e às gerações que virão o real sentido de viver e servir é a verdadeira força invisível e imbatível, de forma ordeira que a todos atinge e nunca se acabará.

HÉLIO BARRETO DOS SANTOS FILHO

OAB/SC 7487

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