A
FORÇA OCULTA DA POPULAÇÃO DESARMADA
TRABALHADORA
E ORDEIRA
Profundo amor pela
vida, os semelhantes e o servir honestamente, seria a resposta, mas seria
resolver o texto tal como Ariano Suassuna no início, matando os
personagens, e, não é esta a solução
porque esta é a força que latente que pulsa visivelmente pelas manifestações
que passaram a ocorrer, não sendo portanto oculta.]
Mas se perguntaria
agora que força é esta e qual seu potencial, de modo que a resposta deve ser
devidamente esclarecida para seu uso ser racional, equilibrado, focado e
eficaz.
Os poderes ocultos dos
arquétipos sociais decorrem de sentimentos comuns partilhados invisivelmente,
não são os decorrentes de atendimento a chamados de lideranças para protestar
contra atitudes comezinhas e menores de políticos que perderam o rumo, estando
sem bússola, porque esta força também é visível, não sendo esta a força objeto
destas linhas.
Vou objetivamente
mostrar que invisivelmente, desde que começaram as manifestações, um sentimento
comum é que passou a permear os sentimentos de cada um de forma invisível, se
tornando o sentimento comum da população.
Este sentimento tem
como características dar ao povo a sensação de pertença, de domínio, sobre
determinado fato, ou seja, tem acesso a acervo informativo, dele conclui não
concordar e toma a atitude de protestar, de maneira ordeira e desarmada,
através da força visível antes mencionada dos sentimentos de amor próprio, as
demais pessoas a comunidade e respeito à coisa pública.
Mas tal sentimento visível
por si só não chega a lugar algum, posto que é
fruto de uma necessidade imediata e tal como as paixões que são fugazes
armazenam pontos de pico, chegando ao ponto de equilíbrio depois permanecem no
limite retornando ao ponto de partida, são arquétipos comuns e estudados por
regimes ditatoriais para dar ênfase aos seus seguidores de que o regime
permanecerá como está.
A resposta está na
física quântica, na força oculta, sua potência e o modo como deve ser observada
para, em utilizando como foco e determinação atingir seus objetivos.
No passo em que as
coisas se encontram no Brasil, está muito próximo do pico e estagnação o
exercício dos sentimentos latentes passionais, que por isto são fugazes, se
esgotam, precisando os sentimentos referidos terem conhecimento do real poder e
força do sentimento de pertença.
No direito positivo,
legislado, pertença significa além da posse que é o direito decorrente do poder
de fato sobre a coisa, ou seja o poder imediato, que não confere autoridade
imediata mas não permanente, que é a diferença sob a titularidade da
propriedade, que é permanente, sou dono e posso, além de usar, gozar, dispor e
sobretudo reaver de quem quer que injustamente o possua.
Esta parte do texto
legislado decorre de sentimento social que foi percebido e transformado em lei.
Note-se que a propriedade é uma ficção, não existe tal como uma pedra. Existe
porque o homem assim definiu e tudo que existe na verdade é a representação da
propriedade, não esta, visível no título e registro imobiliário, invisível no
uso do título e no reaver.
O reaver, decorre da
forma lúcida e aceita em lei, de quem quer que o injustamente o possua. A coisa
pública, portanto, sendo de propriedade de todos, a todos atinge, e, desta
forma, o reaver de quem quer injustamente o possua não é sentimento fugaz, é
permanente, somente exercido em plenitude quando efetivamente retomado.
È sentimento invisível
que somente se exerce em sua plenitude quando todos os componentes estão
presentes de forma permanente e duradoura.
Os regimes ditatoriais desconhecem
o sentimento de pertença individual, tornando tudo que cada um tem como parte integrante
de um grupo, não é da ficção do Estado, que por ser ficção não tem capacidade de possuir, somente de dar lugar aos seus agentes visíveis
de exercer o poder visível e dele dar o destino que cada um e todos invisivelmente
permitir.
O permissivo invisível de
pertença da além da propriedade a perda da propriedade e a identidade do domínio
pretendido, porque perde-se a coisa igualmente pelo abandono, porque não faz uso,
que é requisito da propriedade.
Como o Estado ditatorial
retira do uso atributos personalíssimos como a liberdade de colocar e retirar líderes
que não estão agindo de acordo com a vontade e ditames da população, somente o sentimento
invisível de pertença, exercido em plenitude, enquanto democrático o regime, é que
trará, através da população ordeira, desarmada e trabalhadora, o sentido de não
se esgotar até retomar a parte da propriedade retirada de cada um para mal uso por
dirigentes que agem em contrário a vontade de todos.
E não se trata de fazer
a vontade de a ou de b, ou a em detrimento de b, porque no caso, mesmo os partidários
de b, em favor do governo, em regime ditatoriais se cncontram reféns de falsas idéias
de liberdades decorrentes da ruptura do direito através da corrupção material e
imaterial injustificada.
Portanto, toda a vez que
a população se sentir sem forças é porque o sentimento fugaz e perene tomou conta,
lembrando que a pertença atinge não somente a si, mas a sua herança sobretudo genética,
conferindo a geração que desta herda não só o patrimônio, mas sobretudo o exemplo
de conduta, quando esta for chamada a agir, agirá com correção, e dar aos filho
e às gerações que virão o real sentido de viver e servir é a verdadeira força invisível
e imbatível, de forma ordeira que a todos atinge e nunca se acabará.

HÉLIO
BARRETO DOS SANTOS FILHO
OAB/SC
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